terça-feira, fevereiro 22, 2005

Constatações eleitorais

Se alguém tem seguido o que tenho escrito neste blog sabe que tenho sido crítico para Sócrates. Contudo, ele é agora o meu Primeiro Ministro e espero que faça o melhor possível. Duas constatações paradoxais. Por um lado, quase não existiram comemorações de uma vitória absoluta. Mas apercebo-me que em geral as pessoas estão mais alegres e esperam mesmo uma mudança. Parece que Sócrates conseguiu mesmo dar confiança às pessoas.

O regozijo pela derrota da “direita” é enorme. Sabe-se que isso explica muito do que aconteceu. A democracia parece-me claramente um sistema de compensações emocionais. Os maus foram embora, aqueles que povocaram o desemprego, os baixos salários, os preços elevados, a falta de chuva, o buço da mulher, a unha encravada, o aquecimento global, a falta de sorte, a preguiça, a excesso de peso...

Causa-me alguma perplexidade ver o discurso de Louçã ganhar adeptos um pouco por todo o lado. Aqui reside uma grande incógnita. Talvez a votação do BE seja uma coisa circunstancial e não se vote a repetir. Ou então, muitas das pessoas que já admiram Louça, mas ainda não tenham tido o ímpeto de votar no BE, o façam nas próximas eleições. Vendo bem, somos ainda piores que os franceses e é natural que tenhamos também o nosso Le Pen que, por razões históricas, não poderá ser à extrema-direita mas extrema-esquerda.

Sendo este um blog de curta tiragem, não é possível acompanhar a par e passo todos os desenrolares políticos. Há outros blogs que o fazem muito bem. Contudo, não deixarei de ir comentando os aspectos que achar mais relevantes.

MC

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1 Comments:

Blogger Menina_marota said...

Constatei já 2 factos em relação às eleições: não vejo ninguém preocupado em saber se PSL sai ou não do PS! Em contrapartida, já ouvi muita gente comentar, que Sócrates não tinha desculpa para não governar bem. O povo anónimo, com quem eu contacto, está mais preocupado em saber quem Sócrates vai escolher, quais as suas prioridades a médio prazo, do que
saberem, qual vai ser o destino da presidência do PSD.
Sobre o regorijo da derrota da direita, creio ser mais dos próprios da esquerda, o que aliás é compreensivel, do que do povo em geral.

É que o Povo, ainda não se apercebeu da tremenda asneira que fez, ao dar a maioria absoluta ao PS.
E nem sequer se apercebeu, da "revolução de gabinetes" a que foi chamado a ser cumplice...

Mas, isto sou eu a comentar... nem percebo nada de política. O meu forte é mesmo poesia... Abraço :-)

http://eternamentemenina.blogs.sapo.pt/

5:15 da tarde  

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